sábado, 7 de novembro de 2009

A peça que encaixa

Borboleta, desculpa a felicidade que me escapa o tempo todo ( se é que se deve pedir desculpas a alguém por ser feliz...), mas vou te responder com outra música da própria Vanessa da Mata. Música daquelas que você ouve um bocado de vezes e nunca percebe muito bem a letra. Um dia me deparei com ela por acaso, dentro do carro. Voltei, ouvi mais uma vez e descobri o quanto ela faz sentido pra mim agora.

Sabe, você tá certa. Eu preciso parar de achar que não devo sentir certas coisas que eu simplesmente sinto.

Como diria nosso amigo Di: "Dá pra ser feliz."

Eu tenho sido. Cada dia mais.

Ainda Bem
(Vanessa da Mata/ Liminha)

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Nesse mundo de tantos anos
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aurélio me disse [2]

Saudade

s.f. Recordação suave e melancólica de pessoa ausente, local ou coisa distante, que se deseja voltar a ver ou possuir. / Nostalgia.

É tão difícil estar aqui sem você...

Dormi por cima de livros e acordei percebendo como é muito mais fácil quando eu sei que você vai chegar a qualquer momento, quando eu posso te ligar pra saber quanto tempo falta pra te ver...

Agora, falta mais de uma semana. Falta você no tapete da sala. Falta seu carinho, seu cheiro e sua voz.

E só faz um dia que você foi embora.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Descobrir uma cachoeira

Tudo melhor a cada dia. Tudo mais e maior a cada dia que passa. Em um infinito de pequenas coisas que se tornam tão importantes. Em espaços e tempos que a gente anda sabendo bem quais são. Os dias vão passando devagar, deixando que tudo aconteça nessa calma que eu já estou aprendendo a me acostumar e que me faz tão bem. Nessa voz baixinha, nesse olhar calminho, nesse cuidado para que tudo seja perfeito. Perfeito por acontecer assim, tão naturalmente. Porque desde o dia que você sentou naquele balcão, o meu relógio parou de correr de pressa. Meus planos parecem mais reais, minhas possibilidades parecem mais plausíveis, minhas qualidades parecem maiores que meus defeitos. E receber o seu sorriso e o seu bom dia, mesmo depois de tão poucas horas de sono, me faz um bem enorme. Um bem que ninguém vai conseguir me tirar. O que se constrói em nós a cada dia não se interrompe com um telefonema. Porque tudo isso que eu pensava que não iria mais sentir, tudo que eu cheguei a acreditar que não existia, começa a fazer todo sentido quando você me leva para conhecer uma cachoeira no meio da cidade, quando eu deito no seu colo e a tarde pára. Quando o sol vai embora devagar e fica o cheiro da mata, o som da água caindo, o pólen entrando pela janela do carro. E ficam os sonhos, os planos, as expectativas que eu vou gradativamente perdendo o medo de criar. E fica você, no seu cheiro, no seu gosto, no carinho que me faz derreter. Fica você na sensação de que tudo pode dar certo. Porque para tudo que não der, tem remédio. Porque quando não há segredos nem mentiras, nem omissões nem outros desejos, uma boa conversa deixa tudo na mesma serenidade de sempre. A paz que eu sinto do seu lado é uma paz que eu nunca tinha sentido acompanhada. E em cada pedacinho de dia, em cada pedacinho da minha vida vai te cabendo melhor. Vai nos cabendo melhor no mundo. Porque te cabe entre fliperamas e sorvetes derretidos, entre cervejas e amigos, entre o quarto e a sala. Te cabe muito bem em mim. Também vou sentir saudades nos dias que você estiver distante. Mas dizem que saudade não mata e até faz bem. E disso tudo que vem acontecendo desde o início da primavera, o melhor é sentir o que me volta. No seu olhar, no seu sussurro no escuro do quarto. “Calma, que tudo que você está sentindo é recíproco”. Que sorte a nossa, hein?


Obs: É Borboleta...eu também tenho bons sentimentos dessa fase da minha vida.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tudo que cabe num silêncio

Uma tarde pra passear sozinha. Uma barca pra lembrar de quando tudo isso era corriqueiro. Um almoço pra partir o dia ao meio. Um sorriso congelado em uma fotografia. Um vôo rasante de uma gaivota. Uma nostalgia de coisa que nem faz tanto tempo assim. Uma vontade de guardar o cheiro. Abrir um pacotinho e botar tudo dentro. O gosto do mate. O cheiro do verde de Santa Teresa. O barulho do bondinho chegando. As cores das marionetes penduradas atrás do balcão. A calma de uma boa conversa. O rastro que fica na Baia de Guanabara quando o Rio vai ficando pra trás e Niterói vai chegando mais perto. O silêncio de uma praça no canto da praia. A conversa com um amigo que me deixa pensando por horas a fio. A sutileza de um olhar, a beleza de um gesto de gentileza. E nessas horas tudo faz mais sentido. "Isso da solidão...é um tema interessante". A solidão que se impõe. A solidão que se conquista. E nessas horas tudo vem de outro jeito. E me vem o seu olhar, o seu sorriso. A covinha que se abre no seu rosto quando você fica sem graça por algum motivo. Vem o cheiro, o gosto, a voz e as palavras. E tudo isso vai se encaixando. Se encaixando no mundinho que eu vou construindo dia a dia. Se encaixando cada vez mais na minha vida. E você vai entrando nela, em momentos que são só meus. Vai entrando devagar em coisas que você ainda nem sabe. E me vem um sorriso bobo no rosto quando eu penso que em tudo isso te cabe muito bem. Que te cabe muito bem na minha vida.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Fim de Semana

Apito de trem. Sino de Igreja. Cachorro chorando. Divã. Cama de casal. Lençol rosa. Golfinho. Cortina rosa. 14 Bis. Chocolate meio amargo. Batata recheada. Compras no supermercado. Ades de maça e suco de uva. Ades de uva e suco de maçã. Almoço na roça. Profiterólis. Filme que faz chorar. Cerveja com amigos que faz sorrir. Palavras sussurradas. Vanessa da Mata. Olhos dengosos demais. Beijo molhado. Beijo salgado. Gosto de pasta de dente. Abraço apertado. Conchinha pra dormir. Acordar no meio da madrugada só pra conversar. Voltar a dormir de manhã. Macaquinho abraçando pneu. Amauri. Zigmat. Ilegais. Troller. Fusca vermelho. Passar no shopping só pra gastar dois reais. Horas que voam. Tempo que não se perde. Colo. Carinho. Cheiro. Gosto. Cor. Suor. Pele. Tudo que me faz pensar em você em todo momento. Tudo que me faz ter um fim de semana perfeito. Tudo que você me tem feito. Tudo que isso tudo junto me faz sentir. Tudo que isso tudo junto me faz feliz. “Desse jeito vão saber de nós dois”...


"É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá prá ver
Não dá prá esconder
Nem quero pensar
Se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu e eu vou só
Pensar em você
Se a chuva cai
E o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
E em paz com o mundo
E comigo
E consigo"
(Chico César)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Coisas que passam a fazer sentido

Ilegais

(Vanessa da Mata)


Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa vida
E será uma maldade veloz
Malignas línguas
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam
Ilegais

Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você

Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Pura hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam
Olhos ilegais

Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você

sábado, 10 de outubro de 2009

I do

- Você acha que ela está apaixonada?
- Uhum...
- E você?
- Eu gosto dela...
- Gosta só? Você tinha que ver como seus olhinhos brilham quando você fala dela.

E uma saudade imensa que tava me apertando aqui dentro. E um espaço imenso que passou a ocupar nos meus pensamentos. E um carinho imenso que passou a acompanhar tudo isso que eu penso.

Dá medo. Um medo de criança que já caiu uma vez, mas não desiste de tentar subir na árvore. Dá medo de cair. Porque nessa fase, a gente já sabe que dói e já começa a perceber que aquele instante do "para agora ou vai em frente" acabou de passar, enquanto a gente vai, indo sem pressa, tomando cuidado, comigo e com você.

E me assusta. Assusta pensar nessa coisa de alguém completamente novo na sua vida passar a fazer tanta diferença.

Mas, dessa vez, sem se acovardar. Sem deixar que o medo anule o que há de melhor. Sem deixar que o susto sobressaia às coisas boas que têm acontecido nas últimas semanas.

- Eu me apaixonei por você.
- Que bom, porque se eu gostasse sozinha ia doer.

O medo que dá é perceber que agora tem coisas que já podem fazer doer.

A satisfação que dá é perceber que agora tem coisas que fazem todo sentido. E é bom demais que os sentimentos sejam recíprocos.

O Manual da Camilinha ainda precisa de muitas páginas. Mas com o tempo você completa as regras. Meus amigos são ótimos pra isso. Tenho certeza que vão acabar te dando uma forcinha. Se prepara que agora tem uma família inteira pra você conhecer. E a aprovação deles é mega importante.

Você quer saber se eu quero e eu quero saber se já sou.


"Não tem mal, nem maldição
não tem sereno no meu dia
Não tem sombra e assombração
Não tem disputa por folia
Tem bola de capotão, capitão capture essa menina
Tem saudade e saudação
Tem uma parte que não tinha...
parte que não tinha... parte que não tinha..."
( O Teatro Mágico)